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A imitação do amanhecer
Bruno Tolentino

A imitação do amanhecerPrêmio Jabuti

Biblioteca Azul · 2006 · 0 textos

O narrador-protagonista testemunha a morte de seu amante e, incapaz de suportar a dor da perda, manda embalsamar o corpo e vaga pelo mundo com ele. Esta história de amor incomum é baseada em um relato verdadeiro de um judeu mexicano que, após embalsamar um companheiro, se apaixona pelo cadáver e se recusa a entregar o corpo à família. Embora o tema central não seja nem o amor nem o tempo, mas a onipresença da morte—“o nada que é tudo” segundo o mito de Pessoa—a reflexão se fixa na tensão entre presença e ausência. Os poemas seguem esquemas clássicos de rima do soneto com versos tipicamente de doze sílabas, organizados em sonetos alexandrinos com arquitetura sinfônica que imita a construção musical em “movimentos,” como um concerto grosso.

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