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Batendo pasto
Maria Lúcia Alvim

Batendo pastoPrêmio Jabuti

Relicário · 2022 · 0 textos

Escrito em 1982 na Fazenda do Pontal em Minas Gerais, esta coletânea de poesia incorpora o vocabulário do campo, registrando os ritmos específicos da vida rural onde “o capim é minha grande reserva interior” — um verso que, para o crítico Ricardo Domeneck, captura tanto a fundação estética quanto ética da obra. Em vez de apresentar uma natureza idealizada, a coletânea evoca um mundo rural que a autora conhecia intimamente, particularmente da fazenda de sua família, criando uma realidade cotidiana imbuída de efeitos sensoriais e densidade luxuosa onde corpos se misturam com a paisagem, animais se transformam em espaços interiores, e a morte paira perpetuamente às margens. Os poemas navegam entre sonetos virtuosísticos explorando modos de ser no tempo e metapoesia críptica, ao lado de aforismos afiados como “A ternura é outro caminho para o corpo” e uma série distintiva revisitando Emily Dickinson chamada “Torrencial.

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