Armando Freitas Filho
Lar
Companhia das Letras · 2009 · 0 textos
A autobiografia poética não segue uma cronologia rigorosa, reconhecendo a inadequação inerente do gênero lírico para a tarefa autobiográfica típica de reconstruir a gênese de um indivíduo. O sujeito lírico aparece inscrito tanto na materialidade corporal quanto nas vozes de fantasmas pessoais, dos quais busca escapar através de palavras inquietas, como um poeta reflexivo e dividido. A obra está dividida em três seções: “Primeira série” agrupa sensações e situações passadas; “Formação” reúne mais explicitamente os resultados e variações dessas experiências; e “Numeral” continua uma enumeração que começou em uma coletânea anterior.
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