Paulo Henriques Britto
Macau
Companhia das Letras · 2003 · 0 textos
Central à obra é a sequência “Sete sonetos simétricos,” que examina as possibilidades metafóricas do topônimo Macau. A preferência estabelecida de Britto por formas fixas aparece ao lado de imagens prosaicas e humor descontraído, empregando estruturas clássicas com métrica e rima canônicas apenas para fazê-las implodir através de linguagem deliberadamente coloquial e despretensiosa. O poeta luta com o impulso de dominar a tendência de buscar significado nas palavras, apresentando a poesia como algo incerto e sem direção que existe dentro de seu próprio universo autônomo.
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