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Nenhum mistério
Paulo Henriques Britto

Nenhum mistérioPrêmio APCAPrêmio Biblioteca Nacional

Companhia das Letras · 2018 · 0 textos

O poema de abertura declara que “lembrar do que não aconteceu não leva a nada,” enterrando a esperança lírica e apresentando o drama da consciência que se desenrola ao longo das páginas. No poema “Glosa sobre um mote de Sérgio Sampaio,” o narrador confessa: “Sempre dou um jeito de arrumar problema” e “Só me interesso pelo que não entendo, / só amo o que não sei e não se explica.” Para aqueles que sobrevivem à dor acumulada dos anos, observando o passado como se de um mirante, a decepção é o único elemento capaz de gerar qualquer significado. O rigor inabalável de Britto é demonstrado através de poesia extremamente mental e reflexiva, emergindo de sua maturidade e extenso trabalho como tradutor de Elizabeth Bishop, Wallace Stevens, V.

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