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Noite devorada
Mar Becker

Noite devoradaPrêmio APCA

Círculo de Poemas · 2025 · 0 textos

A poeta arranja versos como se revelasse lentamente os movimentos de corpos que se amam, começando com a admissão vulnerável de que “o amor fez frágeis demais minhas/ palavras// e eu agora temo feri-las de morte sussurrando-as”. Mas corpo aqui é tudo do que somos feitos, incluindo medos e saudades, desejos e erros. Os poemas navegam longas noites de abrigo e insônia, com suas “horas devastadoras” onde a própria delicadeza se torna uma forma de devorar.

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