Prisca Agustoni
O gosto amargo dos metais
7 Letras · 2023 · 0 textos
As tragédias de mineração em Mariana (2015) e Brumadinho (2019) forçaram a poeta suíço-brasileira Prisca Agustoni a confrontar uma catástrofe ambiental indizível. A coletânea começa e retorna repetidamente a “Watu”, o nome indígena para o rio Doce, tecendo através da “avalanche de lama e ruínas de um rio e terra que ainda sobrevivem”. Agustoni procurou capturar “este mundo em explosão” através de linguagem esculpida por subtração—como as montanhas escavadas de Minas Gerais—criando uma voz essencial, profunda até o osso para contrapor a matéria excessiva que envenenou o rio e a vida regional.
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