
Livro
Quase todas as noites
- Autor
- Simone Brantes
- BR
- 7 Letrasedição 7 Letras
Descrição
Os poemas navegam entre morte e vida, memória e esquecimento, com uma evidente verve erótica que retrata tanto o prazer em ação quanto lições para alcançá-lo. Sonhos permeiam a obra como material analítico, criando o que um crítico chama de "uma poesia onírica em seu grau mais intenso, onde o analisando e o analista não são outros senão o próprio poema e a própria poesia". O poema de abertura "Die Aufgabe" estabelece a tensão central do livro entre exaustão e renovação, descrevendo a tarefa diária de puxar "o fio comprido da mortalha" para fazer o dia emergir da noite. A poesia é escrita "em tempo real, uma poesia para este tempo que vivemos em sua complexidade, suas dores e crueldades, seus sucessos e erros, sua beleza e clareza". Brantes emprega um tom meditativo porém urgente, com sintaxe e ritmo que espelham a consciência do corpo, criando o que equivale a uma psicanálise poética da existência contemporânea.
Ainda não há textos deste livro no acervo — a curadoria os adiciona aos poucos.
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