Armando Freitas FilhoRespiro
Respiro
Companhia das Letras · 2024 · 0 textos
Os versos emergem de vários momentos de criação — na máquina de escrever, à mão ou a lápis, no computador; em pé com urgência no tumulto do dia com uma caneta emprestada, ou sentado à noite no silêncio da casa; poemas frescos, rascunhos mais recentes, linhas riscadas escritas conforme o pensamento caminha para frente; poemas impressos em páginas amareladas, guardados nas prateleiras, memorizados ou talvez esquecidos. A poesia aqui se torna um instrumento para reconhecer a própria casa, seus sons, móveis e habitantes, para decodificar a paisagem, ver ondas se quebrarem contra a pedra, e observar a precariedade e beleza dos dias, o envelhecimento, o esquecimento, a suspensão e a linha do horizonte.
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