● Hojesexta, 10 de julhover calendário →

Agonia de um filósofo

Consulto o Phtah-Hotep. Leio o obsoleto

Rig-Veda. E, ante obras tais, me não consolo...

O Inconsciente me assombra e eu nele rolo

Com a eólica fúria do harmatã inquieto!

Assisto agora à morte de um inseto!...

Ah! todos os fenômenos do solo

Parecem realizar de polo a polo

O ideal de Anaximandro de Mileto!

No hierático areópago heterogêneo

Das ideias, percorro como um gênio,

Desde a alma de Hoeckel à alma cenobial!...

Rasgo dos mundos o velário espesso;

E em tudo, igual a Goethe, reconheço

O império da substância universal!

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