● Hojesexta, 10 de julhover calendário →

hymnoi

aujourd’hui, ce qui ne vaut pas la peine d’être dit, on le chante

beaumarchais, le barbier de seville

I

aperta o cinto, pisa fundo

a boa vida passará

em 1 segundo. grande crono

velho corno:

antigo engodo algum

de onde píndaro

pendia ou implorava

sua paga

lavo a musa como corça

com faíscas e canções

de meus pneus [para o alto

e avante]

quem quiser ser vencedor

que calce minhas botas,

minha arte,

antes que,

é evidente,

haja mais de mim, como de um deus,

por toda parte.

II

dos menelaus levou

os leitos, uma virgem em suas asas

mil éguas incansáveis

e guris em pouco tempo

se atiçavam;

que virtude então teriam

antes da tumba? —

batem bola numa várzea

desgramada

nos torneios onde após,

três dedos dão mil dribles

de mil dólares

toque rápido e sentindo

o mel de alguns milhões

dão chapéu nesta miséria.

III

voz de esquinas e bibocas

metálica na máquina idiota:

bem supremo

o ser mortal

de tão porca melodia;

glorioso meio hino de lampejo

no quintal: um deus alegre

protege sua prece

a implorar celebridade,

matraca de concurso

de discurso

de jornal

não larga a isca que lhe deu

a mão risonha

em meio às nuvens:

a chave da cidade,

sobre um burro,

o animal.

IV

num garfo vê tridente

entre outras coisas

um vidente

à beira de alva praia

se confunde, “será vênus

ou tritão”,

uma vulva ou

grande arpão; dado

de aposta, sabe o vento com saliva

no seu dedo,

búzios ou brinquedos

o levam oportuno a miami

neste mau “porvir azedo”

um casado, outro morto

“sei dizer, quando me deito”

pois depois um livro inteiro

psicoimportado

“dois ou três, verdade mesmo,

sofrem acidente ou feio dano

neste ano

danado”,

quod scripsi, sempre a esmo.

V

do monte pó e com rajadas

soberano; glória aguda

como o morro de onde mata

e quer a morte amante;

belo enfeite as dez correntes

de ouro x quilates

reluzindo na metranca

sobre o ombro calejado.

quem o ouve diz que é como

júpiter à noite: caem

raios — todos falsos —

mas fulminam.

VI

tânatos te teve em tetas,

distintivo: detectando, delegavas

uma senha pro banquete

ou pro boquete

aquece ao sol à tarde

a boca rubra da sereia

que berra como louca no capô

a noite inteira:

éter, porre de sujeira,

vai com calma, coração!

cruzar dois ossos na caveira

—eloqüente, a velha lei— e

me passa a escarradeira.

VII

acocorada de tão

flamante coma

desdourada

grande olympia

se banhava: tem o cetro

de sua casa, mas colhia só galinhas

no espelho arredondado

que fascínio festejar?

que espora

põe o corpo a se lembrar

da antiga chipre?

olhos glaucos,

para homens e crianças

louça à tarde

insônia, noites frias

pratos quentes

e palavras

e palavras

como a cara

amorphophallus acabando no quintal

agora cala quando sobe

em um sorriso

eis adônis

nada mau

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