O tédio
O tédio sempre me aborda num domingo a tarde, numa festa de réveillon ou Show do SESC Pompeia.
Ele parece pacífico, de bons modos, mas age impulsivamente. O tédio nada paralisa. Com ele, tudo se movimenta. Por ele existem as camas redondas, o Kama Sutra, o psicanalista e o guaraná com formicida.
Vem uma vontade desenfreada de viver aventuras inéditas, passeios gelados no Ártico, escalar Everestes, noitadas opiáceas em Pequim, festas de drag-queens!… Não, não. Nunca leve o tédio a Sério. Nunca! Mas vale o lembrete de Nelson Rodrigues:
só o imbecil não tem tédio.
