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A alma e Bilu, diálogo

- A culpa não é minha, a culpa é tua,

de tanto controlar, tu descontrolas.

Pois coleciona grilos, ora bolas!

Planta um grão de feijão e vai para a lua!

- Alma, sabes que mais? Tu não me amolas!

Boto o chapéu na idéia e vou para a rua

Ver se encontro, imprevista, uma Bilua...

Por hoje, basta de caraminholas!

- Crepúsculo de maio, suave instante,

primeira estrela, brilha! Hoje tu dás

ao poeta a mesma luz que Deus te deu.

- Alma, tudo é possível e distante.

Vês? Ela brilha e me namora, mas

Quando a luz chega, a estrela já morreu

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