Adeus, armários mofados
Adeus, armários mofados
meus olhos porejando
no deserto imaginário
nunca tive ligações
com esse ninho de traças
sou do podre do quintal
vivo à margem como vive
à margem também o sol
teu corpo lençol de sal
aqui vai mais um adeus
nem sempre procuro a morte
mas sempre corro algum risco