● Hojesexta, 10 de julhover calendário →

Alda

Alva, do alvor das límpidas geleiras,

Desta ressumbra candidez de aromas...

Parece andar em nichos e redomas

De Virgens medievais que foram freiras.

Alta, feita no talhe das palmeiras,

A coma de ouro, com o cetim das comas,

Branco esplendor de faces e de pomas

Lembra ter asas e asas condoreiras.

Pássaros, astros, cânticos, incensos

Formam-lhe aureoles, sóis, nimbos imensos

Em torno a carne virginal e rara.

Alda fez meditar nas monjas alvas,

Salvas do Vicio e do Pecado salvas,

Amortalhadas na pureza clara.

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