● Hojesexta, 10 de julhover calendário →

Didática

O áspero poema? Não mais quero.

O inviável abismo? Já descri.

Foi com inabalável esmero

que duramente me persegui.

Se tudo é insuficiente, espero.

O instante vence o tédio, senti.

Se a valsa mudou-se em bolero,

o ritmo pouco importa, vivi.

Pelo tropeço suavizei o passo.

Seu corpo é o sentido que devasso

devagar, como quem respira.

Gota que se equilibra suspensa –

a vida. Mínima que é imensa,

quando pensa que é real, delira.

Textos relacionados