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Espelho

Quem é esse que mergulhou no lago liso do espelho

E me encara de frente à claridade?

Tem na íris castanha irradiações misteriosas,

E o negrume do sonho alarga tanto as pupilas

Que o seu lábio sensual como um beijo esmaece.

Abro a mão – ele abre a mão.

Meu plagiário teimoso...

Tudo que eu faço morre no gelo de um reflexo.

(Ele sorri do meu sarcasmo...)

Não poder fugir da introversão,

tocar a carne da evidencia!

Dói-me a ironia de pensar que eu sou tu, fantasma.

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