Oh senhor! (II)
II
oh tereza de ávila entre os muros
de pedra
a minha casa
como a tua lavoura a minha casa
sob os teus pés
mater dolorosa
doce aragem perfumada
sobre o meu retrato paira
ondula esfumaça
cor-de-rosa venenosa
a rosa oh tereza santa
desvairada
a neblina grita guerra
a minha casa arde
e a minha tarde espera
entre as velas
que iluminam as pedras
da muralha sem pássaro
da cidade sem máscara
da outra pedra sem laço
