Pafos – um nome só…
Pafos – um nome só do fundo da memória,
Meus livros já fechados, longe, me fascina
Das espumas querer salvar uma ruína
Sob os jacintos de seus vãos dias de glória.
Que corra o frio com a sua foice muda.
Nenhuma nênia inócua urlará minha boca
Se vórtice tão branco ao rés do chão não muda
Todo lugar no honor de uma paisagem oca.
Minha fome que aqui fruto nenhum exalta
Encontra igual sabor em sua douta falta:
Que um só rebento em carne humana e odorante!
Pé sobre a serpe de onde o nosso amor sazona,
Um outro sobreleva o meu pensar constante:
O seio a que abrasou uma antiga amazona.
Tradução de Augusto de Campos · original em francês












