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Serenata

Ai luares de outono, ai luares

lá na rua do Arvoredo!

Serenatas e cantares

Até quase manhã cedo!

Geme o violão pelos ares

corda a corda, dedo a dedo,

abre o peito, e ao cantares

alivia o teu segredo!

Lá se vão de rua em rua,

flauta, violão, cavaquinho

lá se vão ladeira abaixo.

Treme nas águas a lua

e o luar bate, branquinho,

na velha ponte do Riacho.

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