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Tratem-me com a massa

“Amparai-me com perfumes, confortai-me com maçãs que estou ferida de amor...”

Cântico dos Cânticos

Tratem-me com a massa

de que são feitos os óleos

p'ra que descanse, oh mães

Tragam as vossas mãos, oh mães,

untadas de esquecimento

E deixem que elas deslizem

pelo corpo, devagar

Dói muito, oh mães

É de mim que vem o grito.

Aspirei o cheiro da canela

e não morri, oh mães.

Escorreu-me pelos lábios o sangue do mirangolo

e não morri, oh mães.

De lábios gretados não morri, oh mães

Encostei à casca rugosa do baobabe

a fina pele do meu peito

dessas feridas fundas não morri, oh mães

Venham, oh mães, amparar-me nesta hora

Morro porque estou ferida de amor

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