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Canção da formosura

Vinho de sol ideal canta e cintila

Nos teus olhos, cintila e aos lábios desce,

Desce a boca cheirosa e a empurpurece,

Cintila e canta após dentre a pupila.

Sobe, cantando, a limpidez tranquila

Da tu'alma estrelada e resplandece,

Canta de novo e na doirada messe

Do teu amor, se perpetua e trila...

Canta e te alaga e se derrama e alaga...

Num rio de ouro, iriante, se propaga

Na tua carne alabastrina e pura.

Cintila e canta na canção das cores,

Na harmonia dos astros sonhadores,

A Canção imortal da Formosura!

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