De noite, Rio…
De noite, Rio,
é como uma índia voluptuosa…
Se envolve de colares reluzentes,
cobre sua pele azulada
e sua grande cabeleira de escuridão,
com um milhão de pedras claras…
E canta…
Sua canção é um murmúrio indecifrável,
acompanhado por um sibilo
das grossas serpentes azuis
do oceano,
e das largas serpentes de prata
das cascatas
E dança…
dança a voluptuosidade
de sua vida,
dispersando um amplo perfume
de flores carnívoras, de juventude, de mar, de feitiçaria…
Sobre seu peito
brilha a lua tropical
como um grande amuleto…
tradução de Igor Calazans