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Que modo tão subtil da natureza

Que modo tão subtil da natureza

Para fugir ao mundo e seus enganos!

Permitte que se esconda em tenros anos

Debaixo de hum burel tanta belleza!

Mas não póde esconder-se aquella alteza

E gravidade de olhos soberanos,

A cujo resplandor entre os humanos

Resistencia não sinto, ou fortaleza.

Quem quer livre ficar de dor e pena,

Vendo-a ja, ja trazendo-a na memoria,

Na mesma razão sua se condena.

Porque quem mereceo ver tanta gloria

Captivo ha de ficar; que Amor ordena

Que de juro tenha ella esta victoria.

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